terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Literatura Free - Notas. sociedade

Eu não tenho tevelizão (que vem do inglês americano "tevê", que significa "tudo aquilo que mostra o que você tem preguiça pra ler"; e "lizão", que é uma expressão idiomática onde invoca a palavra alienação com algo de superfície lisa, o que para alguns filósofos vem de "tábula rasa") paga [aquela a cabo, que tem trocentos canais, sendo que 90% dos consumidores só usam 5]. Ou seja, me contento com as grandes (no sentido de espaço e dinheiro) e algumas pequenas (as melhores). Mas, eu tenho a MTV. E a MTV me surpreende, porque a MTV é uma tevê para o jovem, seja esse qual tipo de jovem for... No entanto, eu não vim falar do perfil do jovem que assiste a MTV, e sim sobre aqueles que sabem que o jovem MTV é tão tábula rasa quanto eu, que assisto MTV. A VEJA começou a fazer propagandas na MTV. Sua revista investe na imagem de que tem informação e cultura que serve tanto para suprir as necessidades imediatas do jovem [sem se pregar a um lado no maior estilo "economia e política é coisa de gente velha"], quanto para demonstrar o que ele deve preparar para o futuro [o que ele deve pensar, agir, profissão, ideologia. Em suma, subir degrauzinhos para ele gostar de economia e política].
Muitos aqui vão chegar e dizer: "Ah, nem sei praquê se preocupar com o jovem MTV, eles são emos, chorões, tem 14 anos, retardados, mimados, blá blá blá." e eu vou responder [e ser fuzilado por isso]: "Em uma guerra política a longo prazo, os mais jovens são os soldadinhos perfeitos". E isso vale tanto pra esquerda quanto pra direita. Não importa o quão imbecil seja um grupo [bando, conjunto de tribos] de uma sociedade. Numa guerra política tudo é arma. E engana-se aquele que pensa que os melhores soldados estão nas universidades.
Não sou filiado a nenhum partido de esquerda, nem direita, nem centro, nem porra nenhuma. Mas tá na hora de melhorar o marketing político.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Diálogos fictícios autobiográficos

- Eu já fui apaixonado por uma Rafaela.

O outro amigo então levanta a cabeça, que estava entre seus braços que estavam cruzados em cima da mesa. Na frente dos dois jaziam 02 copos de cerveja e embaixo da mesa jaziam algumas garrafas vazias. O amigo bêbado-sonolento que não tava nem um pouco afim de conversar solta a frase que não deveria ter falado. mas falou, porque estava bêbado-sonolento.

- Quem?
- Rafaela.
- Qué que tem?
- Eu já fui apaixonado por uma Rafaela.

Ele então respira fundo e lhe faz outra pergunta, sabendo que depois irá se arrepender profundamente disso.

- Quando?
- Ah, eu era novo, acho que 6ª série, não lembro a idade. E nem quero lembrar, acho que se eu esquecer a idade me sentirei menos idiota.
- Você era novo.
- Então, foi exatamente o que eu disse.
- Sei...
- Ela era bonita, inteligente, só tirava nota boa.
- boa?
- É... boa, 10, supimpa, tá dentro, iupii...
- Sei...
- Então, é isso aí, situação engraçada.
- Não acho.
- Não?
- Não.
- Claro que é engraçada.
- Não é. Você já tentou procurar ela no orkut?, ou facebook?, ou... ou... eu sei lá... quem sabe ela gostava de você, mas como vocês eram novos, tinham vergoinha, eu sei lá. Vá atrás dela.
- Quer saber? Eu vou!

....

3 dias depois os dois amigos se encontram.

- Ei.
- Ei.
- E aí? tudo traquilo?
- Tudo tranquilo.
- Cara, lembra daquela nossa conversa no bar? sobre a menina que eu paquerava?
- Sim. e aí?
- Procurei ela.
- E aí?
- Sem chances.
- Que triste.
- Pois é.
- E agora? o que fazer?
- Você eu não sei, mas eu vou pro bar tentar lembrar de outra paquera minha.



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