Eu não tenho tevelizão (que vem do inglês americano "tevê", que significa "tudo aquilo que mostra o que você tem preguiça pra ler"; e "lizão", que é uma expressão idiomática onde invoca a palavra alienação com algo de superfície lisa, o que para alguns filósofos vem de "tábula rasa") paga [aquela a cabo, que tem trocentos canais, sendo que 90% dos consumidores só usam 5]. Ou seja, me contento com as grandes (no sentido de espaço e dinheiro) e algumas pequenas (as melhores). Mas, eu tenho a MTV. E a MTV me surpreende, porque a MTV é uma tevê para o jovem, seja esse qual tipo de jovem for... No entanto, eu não vim falar do perfil do jovem que assiste a MTV, e sim sobre aqueles que sabem que o jovem MTV é tão tábula rasa quanto eu, que assisto MTV. A VEJA começou a fazer propagandas na MTV. Sua revista investe na imagem de que tem informação e cultura que serve tanto para suprir as necessidades imediatas do jovem [sem se pregar a um lado no maior estilo "economia e política é coisa de gente velha"], quanto para demonstrar o que ele deve preparar para o futuro [o que ele deve pensar, agir, profissão, ideologia. Em suma, subir degrauzinhos para ele gostar de economia e política].
Muitos aqui vão chegar e dizer: "Ah, nem sei praquê se preocupar com o jovem MTV, eles são emos, chorões, tem 14 anos, retardados, mimados, blá blá blá." e eu vou responder [e ser fuzilado por isso]: "Em uma guerra política a longo prazo, os mais jovens são os soldadinhos perfeitos". E isso vale tanto pra esquerda quanto pra direita. Não importa o quão imbecil seja um grupo [bando, conjunto de tribos] de uma sociedade. Numa guerra política tudo é arma. E engana-se aquele que pensa que os melhores soldados estão nas universidades.
Não sou filiado a nenhum partido de esquerda, nem direita, nem centro, nem porra nenhuma. Mas tá na hora de melhorar o marketing político.
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