domingo, 29 de janeiro de 2012

Literatura Free. Notas sobre televisão.

[O nome do post, na verdade, era para se chamar: Contabilizando Mortes, part II. - Que seria a continuação da part I que se encontra no outro blog: http://montepitaoeseusministros.blogspot.com]

Para recapitular, o que posso resumir é que no post "part I" eu tentava travar um diálogo sobre as incontáveis mortes que sempre aconteciam no Power Rangers quando o monstro ficava gigante e derrubava uns 4 prédios num único trupicão. Sendo que só depois o monstro e o megazord iam lutar na floresta. Ou nas montanhas. Além das mortes das centenas de pessoas que morava em um único prédio [durante uma luta no horário da escola, ou seja, entre 11:00-14:00], eu tambem imaginava a ultra-super-duper-power-over-motherfucker capacidade irada e fodona dos engenheiros que eram formados na Faculdade de Engenharia Civil da Alameda dos Anjos, a famosa FECAA. Os prédios eram derrubados em um dia, e no outro episódio já estava tudo de pé [levando em consideração que apenas poucos dias se passavam entre um episódio e outro no power ranger]. E os prédios estavam lá de novo pronto para serem derrubados, o que nos leva a uma teoria de como os Power Rangers acabaram e a Alameda dos Anjos ficou abandonada.

Com a grande destruição de prédios, casas, assassinatos, monstros gigantes, bonecos de massa (ah-lululululu), desordem geral nas feiras felizes, brigas nos parques, jovens voando em explosões etc... o mercado imobiliário não teve tantas alternativas para conseguir vender seus novos prédios que sempre eram construídos. Com o tempo, as pessoas foram se afastando da Alameda dos Anjos. Os preços cairam drasticamente. Os créditos não tinham força no mercado. Os juros foram ficando baixos. As especulações financeiras sobre o futuro domiciliar e imobiliário da Alameda dos Anjos estavam com seus dias contados. Era difícil viver em uma área que estava a todo momento propícia a sofrer algumas explosões e, pior ainda, o seguro não cobria os acidentes não-naturais.

Os Power-Rangers foram acabados pela crise imobiliária.



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Mas, esse pecqueno lapso de revisão de uma antiga ideia é apenas para dizer que, além dos power rangers, outros personagens também sofrem nas televisões e que ninguém dá atenção:

Os cavalos.

Estava assistindo um programa da MTV [playlist] e, dentro de inúmeros clipes de rock interessantes, um acabou me chamando a atenção: The Trooper, da banda britânica Iron Maiden. Nesse clipe há cenas de guerra, com soldados correndo, e outros atirando, e outros em um clássico combate montado. O foda é que no meio da batalha as bombas explodem, as pessoas caem no chão, os riflemans atiram e a todo momento sempre aparece uma cena do pobre cavalinho se estatelando no chão. Porra, tinha umas cenas do cavalo voando, capotando, dando umas piruetas no estilo Daianne dos Santos. Coisa foda de se ver. E ninguém se importa com os cavalos durante as guerras, eles são vistos apenas como ferramentas. sniff, sniff.

Salvador Correa de Sá, quando foi conquistar Angola dos holandeses, carregou cavalos para ir descer a porrada lá na África. Eu não li o livro do britânico Charles Boxer [Salvador de Sá e a luta por Brasil e Angola], mas espero que ele pelo menos tenha a consideração de mencionar alguma coisa sobre os pobres cavalinhos. Falta estatísticas em nossos livros de história sobre isso. Falam da morte de trocentos soldados, mas nunca falam quantos cavalos levaram um tiro pelo dono, ou uma espadada, ou uma baionetada, ou um tiro de canhão, ou uma flechada [pegando fogo ou não].

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Liga da Justiça também é outro desenho em que a cidade de Metrópoles é constantemente destruída por vilões, extra-terrestres, monstros, aberrações, robôs, etc... e nunca colocam a baixa de mortes nos créditos finais do desenho. E os arquitetos, engenheiros e pedreiros também são fodas, visto que a cidade sempre é reconstruída em questões de dias ou semanas. Levando em consideração que eles destroem muito, mas muito mais do que os Power Rangers.


A Literatura Free também presta atenção na Televisão. Mas isso não significa que existirá uma Televisão Free. Também não precisamos ser tão pós-modernos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Literatura Free. Poesia do Cigarro.

Quando eu acendo cigarro
na praia de maceió
eu fico de frente para o mar
porque o vento trás o fogo.


- Não sei se isso é filosofia barata. Uma poesia. Frase de efeito impactante pós-moderna sem sentido algum. Ou [é óbvio], é apenas mais uma técnica de como acender um cigarro na praia, de frente pro mar, com o vento soprando com toda a força na sua cara.

Apócrifo. Início:

[soprando com toda a força
na minha cara
a brisa
que é um paradoxo
deveria apagar o isqueiro
encher meus pulmões com vida
daqueles que foram os primeiros
a sair da água e ir para terra
para ser o que somos hoje

Mas

o vento da vida
a unica coisa imaterial
que tem poder histórico
biológico
artístico
filosófico
é aquele que acende o fogo da destruição
que trás morte aos meus pulmões
sendo entao...
um paradoxo?]

Apócrifo. Fim.

- Notas sobre o cigarro na praia. Obrigado ao Rao pela pérola de sabedoria auto-destrutiva. Os apócrifos são apócrifos, fica a critério do leitor dizer se são meus ou se eu peguei da conversa seguida [se é que houve uma] da primeira estrofe. Literatura Free Now!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Literatura Free. Notas sobre cinema. [2011.2012]

Esse texto não irá tratar sobre: Semiótica. Análise discursiva. Análise do discurso. Ideologia. Arquitetura. Arte. Fotografia. Técnicas de filmagem. Enredo. História. Sujeito. Filosofia. Engrenagens Cobálticas. Petróleo Árabe.

Esse post é sobre notas pessoais sobre cinema. poucas notas pessoais.

- Depois que meu tio vendeu a locadora, eu parei de assistir filmes. Não tenho paciência para comprar filmes. E muito menos paciência para procurar blogs em que eu não precise cadastrar meu celular para baixar um arquivo, sem falar dos arquivos corrompidos e etc. Logo, em questões de cinema, eu realmente parei no tempo. Só assisti Madagascar I (o II eu vi na Globo), só assisti Era do Gelo I, parei no Piratas do Caribe II, Jogos Mortais eu só assisti porque meu irmão conseguiu vários, etc...

Mas, em 2011-2012 eu acabei visitando um pouquinho mais o cinema, assisti poucos filmes, é verdade, mas em comparação com outros anos de minha vida, eu praticamente aumentei meu conhecimento em 300% [adoramos manipulação de estatísticas, se é que você me entende]. A maioria dos filmes foram brasileiros, sem falar que fora dos cinemas eu assisti outros filmes brasileiros, assim como miniséries. E digo que me sinto contente com esses novos filmes, novas séries, novas ideias, novas ousadias, o re-uso de fórmulas como "mostrar a verdadeira vida corruptiva brasileira" que já se tornou meio batido, mas necessário. Estou aqui escrevendo porque acabei de sair do cinema. Acabei de assisti um filme brasileiro. Que eu não vou dizer o nome. Eu não sou guru-de-cinema e nem tenho paciência de ficar dizendo para as pessoas "o que deve ouvir, ver e ler". eu não gosto de muitas coisas, eu odeio novos livros, novas musicas e novos filmes, odeio mesmo, e faço questão de expressar minha opinião de que tem muito filme MERDA, e muitos livros MERDAS. Mas não há necessidade de dizer: "não assista", "não leia". Eu apenas digo: "isso é inútil", "isso é uma porcaria". Fim.

Logo, a única coisa que posso dizer aqui é: vá pro cinema, tem filmes legais acontecendo por lá. Sem falar dos undergrounds, dos cult, dos universitarios, das curtas, dos média. Enfim, tem muita coisa. Mas sabe como é né? - cadastre aqui seu numero de celular para acessar o link -.

Se isso já é filhadaputissedocaralho. pior ainda é cadastrar a putaquepariudolinkdessaporra para ir direto pramerdadocaramba do megaupload, que está fechado.

Vão tomar no cu, cadastradores de celular filhosdaputa!

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Esse final não faz parte das notas sobre cinema. Faz parte sobre o livre acesso de conteúdo na Internet. Por enquanto, nada sobre o SOPA e o... o... o... esqueci a sigla da outra lei, enfim, por enquanto ainda não me manifesto sobre aquelas leis americanas, nem sobre o fechamento do megaupload. Eu só tou puto com os cadastradores de celular. Eu prometo estudar mais um pouquinho sobre as leis. Ao invés de ficar gritando frases já feitas no facebook e textos já resumidos em outros blogs.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Literatura Free. Historias do California Jam. Diálogos fictícios

Novas notas musicais. Agora está tocando Iron Man do Black Sabbath ao vido no California Jam de 1974. Um festival mega do cacete com um palco simples e um arco-íris no meio. bem anos 70 e bem mal feito.

Um pouco de história factualista:

Depois de muita briga e discussão, Black Saabath acabou sendo a banda que abriu o festival no período da tarde. Deep Purple queria que queria (na verdade, o viadinho do Ritchie Blackmore queria tocar quando o sol estivesse se pondo, coisa de rockeiro que não sabe tocar e precisa de mais pose do que habilidade e criatividade para se manter por cima). No final ficou o término pelo trio ELP [Emerson, Lake and Palmer].

É claro que a melhor apresentação foi do ELP. Deep Purple é a pior banda ao vivo da história. Improvisões horríveis, toscas, pífias. Deep Purple é uma banda extremamente preguiçosa para fazer show.

- Ritchie, temos 1 hora de show. dá para tocar 14 músicas.
- Não, Lord. Eu tenho uma ideia melhor, vamos pegar 5 músicas e esticá-las ao máximo possível o máximo que aguentar e ficar improvisando um blues vagabundo de merda que só a gente consegue foder. além do solo de bateria interminável do Paice que não vai levar a porra de lugar nenhum.
- perfeito. é mais fácil improvisar um blues vagabundo do que pensar em tocar músicas diferentes.
- é, curte o show, o pessoal que tá lá fora são apenas um bando de filhos-da-puta americanos hippies drogados, nem sabem nossos nomes. porra de respeito ao fã, quero minha grana e eles que se fodam. não faço a menor questão. Vamos apenas explodir o palco inteiro. eles vão gostar mais que a gente gaste 12 min improvisando quebrando guitarra e destruindo amplificador do que gastar os 12 min em 3 músicas de 4 min.
- porra Ritchie, você é um gênio.
- claro que eu sou, idiota. você acha mesmo que o Coverdale conseguiria segurar essa onda? olha pro garoto, ta ligando pra mae dele.

no outro lado da sala, David Coverdale conversava com a mãe.

- não mãe, eu não estou usando droga, só coca-cola. juro. olha, quando eu cantar Smoke On The Water você vai ver na tevê que eu estarei segurando uma latinha de coca. não se preocupe...... hum rum... sei ... também te amo.... claro mãe.. não.. não mãe, já disse que eu não estou usando a mesma cueca 3 dias seguidos, eu sei que isso deixa meu bumbum mal cheiroso. tá... sim... okey... tá mãe, eu vou tentar arrumar uma garota por aqui nos camarins.... sim.. sim.. eu sei... cristã, de família, virgem, com emprego, estabilizada, ensino superior em andamento, bonita, alta, e com a voz fina, mas não tão estridente. eu sei de tudo mãe... beijo.. te amo... tchauu.. te amo amo amo.

a conversa volta para Blackmore e Lord.

- Viu? não dá para confiar nessa porra. deixa que eu mando nessa bodega.
- beleza Ritchie, mas vê se não exagera.
- claro ... claro... so espero que aquele pau no cu do Ian Gillan esteja acompanhando a porra do show pela tevê.

Milhares de Km de distância daquele espaço. Ian Gillan assistia tevê com uma groupie de joelho na sua frente.

- Puta que pariu, começa logo o caralho do show, me disseram que o novo vocalista do Deep Purple era o Robert Plant do Led Zeppelin assinando com um pseudônimo de... de... porra.. como é mesmo o nome?.. Davi... Dave.... David... é... David... David o que?

A tiete então para seu trabalho e fala:

- Coverdale. o nome dele é Coverdale...

Ian Gillan grita para o alto.

- HÁ... é isso aí... David Coverdale... hum... vamos ver...


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Este post não tem nenhuma relação com a ficção da realidade, ou da ilusão de que você acha que está lendo o título correto

[Faz 15 min que eu fiz um post de quase 50 linhas sobre "dormir" nesse blog. acabei de deletar, um lixo, digno de uma porcaria. Vergonha da nação. No lugar do antigo post, colocarei aqui essa nota entre colchetes para representar que a Literatura Free acabou não sendo algo tão Free assim. Pois mesmo escrevendo sem parar, apenas seguindo a linha de raciocínio de puxar um assunto atrás do outro ao decorrer do seu texto ("eita, isso me lembrou algo"), também tenho noção do que deve ou não deve ser engavetado. às vezes você pensa algo, começa a escrever, a ideia sai outra e você pensa: "porra, que porcaria distorcida, ambígua, desnecessária e totalmente instável". Não me acho um escritor fodão, como se alguma frase minha fosse ser apoderada por alguém que visasse destruir o mundo. Nietzsche [para citar um deles] sairia de sua tumba e iria me aterrorizar caso eu dissesse isso. Na verdade eu queria apenas informar que mesmo escrever sem parar também tem seus perigos, e certas contradições devem ser engavetadas antes de ir ao mundo. Nietzsche fez isso. Mas ele era Nietzsche. Cujo fantasma eu faria questão de ter como amigo. Imaginem, ser assombrado por Nietzsche. Porra, iria ser muito foda. E isso dá em conto. Olha aí. Uma ideia que veio de algo escrito para representar uma ideia e acabou virando outra. Por quê eu escrevi que teria medo do fantasma de Nietzsche se eu adoraria conversar um pouco com ele? Acho que isso são restos fortes de uma base de cimento criada pelas estórias e idiotices que aprendemos quando somos crianças. sobre medo de fantasma, curupira, bruxa, cavaleiro sem cabeça, saci, caipora, etc... Pois bem, acabei de eleger Nietzsche como meu amigo imaginário. Ah não... isso já existe: se chama Jesse Custer e seu amigo é o John Wayne. Ah, droga, apesar de jurar que seria original, não sabia que no fundo do meu inconsciente essa ideia já tinha sido usada. Se bem que, tal pensamento também pode ser distorcido, tipo: Nietzsche voando 24hr por dia ao meu lado conversando potoca e discutindo em plena praça pública, no ônibus, tratando sobre a genealogia, nossos ídolos e a cultura ocidental de culpa e...

Mas espera aí? o que eu estou dizendo? Para quê eu preciso de um fantasma de Nietzsche ao meu lado? Eu tenho outras pessoas para discutir sobre isso, mais vivas e interessantes. Isso para mim. Mas quem sabe um dia eu pegue essa ideia e leve pra frente na hora de escrever algum conto. Com certeza é algo Freak-Pop-Pós-Moderno interessante. Que teria altas chances de se tornar um desastre total!...]

Literatura Free. Notas. Chaves e a pobreza I

Tava passando de canal agora e peguei um pedaço de 5 min do chaves. Onde o Seu Madruga brigava com o Kiko porque pensava que o gato do buchechudo estava comendo os peixinhos coloridos do aquário do maior devedor anti-capitalista do mundo.

Com isso, Chiquinha pergunta ao Chaves:

- Você não teve peixinhos coloridos, Chaves?
- Não, eu sou tão pobre que eu nunca tive nem peixes em preto e branco.

Porra cara, Chaves é matador.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Literatura Free: notas sobre minha vida literária

Antes de viajar para o Ceará, no dia 24 de dezembro de 2011, aproximadamente 1 ano antes do fim do mundo previsto pelos Maias, eu tinha comprado uma revista chamada Guia de Filosofia, onde o tema era só sobre Nietzsche e seus escritos sobre a educação, mó interessante. Os dias se passaram no Ceará e eu fui me ocupando com um relatório de pesquisa e a leitura do guia de filosofia e mais dois livros de história econômica-social sobre a América Portuguesa, em especial o "nordeste colonial", termo em parênteses que indica que certamente o "nordeste" não existia, mas usamos tal termo para ficar melhor o entendimento, mesmo sendo anacrônico. Depois desses dias passados, não lembro se foi antes do ano novo ou depois do ano novo, eu recebi um livro do marido da minha prima: As intermitências da Morte, do escrito portugues José Saramago. Bem interessante, é claro, visto que sua maneira peculiar de escrita e o tema abordado por ele me fez devorar o livro em instantes, só que eu não estou aqui para tratar do livro do Saramago, e nem tenho paciência para isso, e nem vou o fazer, fazer crítica literária não é algo que eu me arrisco muito a tentar, pois não podemos julgar um livro pela capa e nem apenas pelo conteúdo da historinha narrada, e sim também por toda sua relevância social, política, cultural, psicológica, alienante, pessoal, paradoxal, non-sense e, óbvio, econômica, se partimos dos conceitos do marxismo vulgar da ex-URSS da época de Stalin, ou seja, um outro "José". A união desse livro com as minhas leituras simples do guia de filosofia do Nietzsche e educação me fez lembrar uma frase que eu certo dia falei para meu professor, que deu uma breve risada e acrescentou com um Muito interessante, é isso que você acha? Sim, professor, eu parei de ler depois que comecei a estudar, eu entro na faculdade e tenho 23 apostilas por matérias, todas elas colocando os novos livros e a nova historiografia que normalmente é passada por nossos novos professores, que estão empolgados com as mudanças e os debates teóricos históricos, e isso porque só alguns trabalham com alguns clássicos, que normalmente são deixados por nossas conta no trabalho e leitura informal de casa, levando em consideração que toda bibliografia passada por eles não representa nem 10% de um TCC e muito menos de um mestrado, nos fazendo ler ainda mais uma porrada de livros para construir um TCC normal e ainda sofrer a paranóia de um mestrado que ainda nem fez prova e nem sabe se vai passar, como se fosse um vestibular de medicina, por isso, somos maquinados a estudar sem parar, ler todos os livros do mundo, os que gosta e os que não gosta, para não pagar de vacilão em um debate de chaves teóricas e interpretativas, e no final de tudo o que me resta, ao falar de literatura, é sempre conversar sobre os mesmos livros de sempre que eu li na época da escola ou começo da minha graduação. E isso não é apenas comigo, um dia antes de voltar para Maceió, estava eu a conversar com minha prima, que está no nonoano (oitava série, algo do tipo), que também gosta de ler e que me disse que diminuiu o ritmo de leitura porque a escola passa para ela uma porrada de exercícios e trabalhos, sem contar os seus afazeres domésticos, fazendo com que ela parasse a leitura de alguns livros. Se eu parar e começar a pensar aqui, com meus olhos fechados, eu não lembraria do meu ultimo livro que eu li, sendo mais provavel que eu iria ou cochilar ou entao ficar pensando em como é que aquelas bolinhas coloridas aparecem quando fechamos os olhos, mas deixe-me pensar um pouco, não deve ser tão dificil lembrar do meu ultimo livro, já que eu leio poucos, por conta da faculdade, que não me deixa em paz, mas acabei de me lembrar de um livro que eu comecei mas não terminei, que foi os espiões, do Luis Fernando Veríssimo, devo ter parado nas páginas iniciais, acho que li umas 30, depois deixei de lado, e o ultimo livro completo que eu li que tenho em memória acho que foi o Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, se não foi ele, foi Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antonio de Almeida, pois é, tou mal, eu comecei a leituras de livros e não terminei, como o já citado os espiões e o triste fim de policarpo quaresma de Lima Barreto, pior também foi ter comprado Memorial de Aires de Machado de Assis e não li ainda nem a primeira linha, e isso já faz uns 2 anos eu acho. Mas também não creio que seja possível eu morrer e não conseguir ler esses malditos livros. Nessas horas eu tenho inveja de alguns argentinos de Buenos Aires, e por falar em Argentino, eu nunca li nada de Jorge Luis Borges, ou seja, puta que pariu!

Esse post não é dedicado a José Saramago, mas foi escrito no estilo dele, ou pelo menos o mais próximo possível, e admito que foi um exercício engraçado, apesar de não continuar a escrever mais assim, fico agoniado quando não uso parênteses, eu não aguento mais escrever vírgula, é como se não parasse, é como parar um cérebro, não se para um cérebro, agora eu sei porque os portugueses escrevem folhas inteiras sem parar, o que me fez lembrar de um livro de ensaios de um pesquisador portugues chamado Vitorino Magalhães Godinho que passava 7 páginas direta em um único parágrafo, quem sabe até mesmo 8, ou 9, ou meu Deus, até 10 páginas ou, cacetada, mais de 10 páginas em apenas um parágrafo, cheio de pontos e vírgulas e sufocante e empolgante e eu não consigo mais parar de escrever, argh, puta que pariu, alguem pára com essa porra!

Esse final foi em homenagem aos Mamonas Assassinas, para quem entendeu.