terça-feira, 15 de novembro de 2011

Literatura Free II

Conversando um dia desses com meu professor, estávamos a tentar explicar para uma outra professora a inutilidade das drogas ou do alcool para a produção literária, musical... artística em geral.

Ele utilizou um autor aí cavernoso da literatura, disse que ele virava 4 garrafas de gin por dia. Mas, a pergunta fica: Nesses dias de bebedeira ele conseguia pelo menos escrever um conto?

Ou... [nessa parte eu acrescentei]... o conto seria, nada mais, nada menos, do que a ressaca? Logo, o seu estado de embriaguez não te faria ser um filhodaputa gênio, nem te daria asas e nem iria abrir sua mente como se fosse uma mansão com várias portas. Beber na literatura nada mais é do que você pegar seu cérebro (uma mansão), abrir todas as portas, bagunçar todos os quartos, trocar de quartos, gastar a água, atirar papel higiênico molhado nas paredes, passar trote, etc.. etc... Portanto, escrever um livro graças à bebida nada mais é do que escrever um livro sobre a sua experiência na ressaca, ou seja, arrumar o cérebro, esquecendo de onde você tirou aquela cadeira ou sem saber se a mesa em forma de guitarra fica melhor no corredor da sala de estar ou no quarto de hóspedes.

Isso me fez lembrar agora dos Malvados, uma tirinha do André Dahmer (preguiça de fazer link, copiem e colem... http://www.malvados.com.br), em que ele desenha a tirinha muito bêbado e a própria mensagem da tirinha são os dois personagens (malvadinho e malvadão) esculhambando com o autor, dizendo que ele não pode escrever bêbado porque não vai levar a porra de lugar nenhum. Engraçado é saber que o alcool está bem presente em suas tirinhas. Mais importante é ter a noção que muitas tirinhas falam de ressaca.

Arrependam-se, ó seres humanos indignos de salvação. A ressaca está sempre caminhando ao nosso lado, fazendo com que a gente tenha as ideias mais cretinas. Bebi pouco hoje, é verdade. Estou completamente sóbrio. E não estou de ressaca. No entanto, lembrei dessa conversa e acabei por trazer ela à tona. Qualquer dia farei o sacrifício de tentar escrever completamente bêbado. Algo bem difícil e quase impossível. Não esperem por algo assim. Escrever bêbado também não significa que será o ápice do limite da Literatura Free.


Literatura Drunked Free.

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