Este post nada mais é do que um exercício frankstein. A literatura Free Now não nasceu nesse blog, ela veio de antes, de um outro blog: o Monte Pitão e Seus Ministros. Por motivos diversos, o blog foi abandonado, e eu, que nunca gostei do nome, decidi manter a Literatura Free e criei esse blog.
Mas, “Now”!?. Sim, existe outro blog no mundo com o nome de literatura free. É só colocar no google e escrever, você vai achar.
Litera Free não servia, o nome tem que ser Literatura. Não pode ser litera, nem literatu, nem literis, nem literaturis, nem qualquer coisa coisa. Free Literatura também está fora de cogitação, esse blog não tem o intuito de salvar a Literatura. A literatura nunca precisou ser salva. A literatura é tão dinâmica quanto a vida do seu vizinho (assim como a grama dele... do mesmo jeito que a conversa ao seu lado que você não participa também é a melhor, etc...).
Mas, “Now”!?. Sim, eu precisava de alguma coisa para colocar no nome do blog para ele poder ser aceito. Coloquei outro nome em Inglês, o “now”. Pequena alusão à Apocalypse Now, filme do Francis Ford Coppola, baseado no livro O coração das trevas do Joseph Conrad. Enfim, se o apocalipse é agora, a Literatura Free não é Apocalipse. O agora não necessariamente precisa ser agora. Tal alusão foi feita mais em um quesito de que eu precisava arranjar um nome pro blog, e não por causa de alguma explicação subversiva que envolve o Apocalipse Now e a Literatura Free. Se não houvesse outro blog com o nome de Literatura Free, não existiria assim o Literatura Free Now. Começamos com um senso estético (o Now é mais bonito do que outra palavra), e agora estamos em um estudo aprofundado sobre o real motivo do Now. O Now não tem motivo underground. O now é simplesmente... bonito. E faz referência a outra obra artística e literária muito foda.
Perdão por todos os nossos erros de português, conjugação, sintaxe, nexo, qualquer coisa. Isso aqui não é licença poética, a gente [eu e você] não precisa disso, a gente precisa de estudo, admito, eu pelo menos tenho certeza disso. Mas, é característica minha ir escrevendo atropelando as palavras. Ou seja, escreve para ir esvaziando a mente. Logo, escreve rapidamente, abre a página do blog e já vai escrevendo, antes eu até ia para outro site procurar notícia e tirar piadas com ela. Hoje a situação vai mais no improviso, se antes os posts eram blues, passaram por jazz be-bop, hoje estamos no free jazz, como disse o Veríssimo em uma crônica que é um diálogo entre Jorge Luiz Borges e Benny alguma coisa: "Música é uma estrada, com começo, meio e fim, e jazz é um atalho." Não sei qual jazz ele estaria falando, porque atalho para mim, é sair de um ponto A para um ponto C sem passar por um ponto B. E venho aqui avisar de novo que os posts estão em uma categoria literária de Literatura Free - algo como licença poética em seu estado subversivo, - escrevemos como se fossemos bêbados, saindo de um ponto A, passando por C, indo para E, voltando para D, descendo mais para B, capotando em F, e, por incrível que pareça, indo para um alfabeto que começe antes de A, passando por letras que estão fora da linha reta do nosso alfabeto - imagine uma letra que fique ao lado de B, lembrando que A está atrás e C na frente.
Essa é a nossa literatura. Literatura Free.
Não estamos aqui falando mal do português ou fazendo manifesto de "jogue o português no lixo", isso aqui em algum momento pretendeu ser uma revolução literária, e não uma revolução gramatical, adoramos as palavras, e somos a favor de você desviar delas todos os dias para conseguir extrair o máximo de significados possíveis.
Um pouco de dialética: Para quê escrever em blog, criar um movimento literário, escrever um manifesto da Literatura Free se praticamente nem 20% do Brasil tem acesso à internet de banda larga e - desconheço e não gosto de estatísticas - MUITA gente é analfabeta? Como vão ler e como terão acesso à essa leitura? [isso não é dialética]. Isso não é um post sobre carnaval.
Crise temporal, erro temporal, Pós-modernismo temporal. Essas são as tosquices que se criam hoje em dia. Isso é pose. Isso é falta de capacidade de criar um verdadeiro Paradoxo. Os Paradoxos são complicadíssimos de se fazer, exigem atenção e muita esperteza literária, física e temporal. Não é com qualquer frase idiota. - "Você está ouvindo isso amanhã" é a mesma coisa que dizer que estou ouvindo algo hoje que escutarei amanhã. Afinal, os sons da propaganda são de carros batendo, "barulhos" de cidade... ou seja, coisas de cotidiano de cidade grande (no caso da propaganda, São Paulo Capital). Inventar e desconstruir Narrativas. Inventar e Desconstruir modelos de postagem, de poesia, de contos, histórias. Utilização de Metalinguagem. Ser Narrador-Personagem-Personagem-Narrador-Deus.
Isso é uma parte da Literatura Free. Ou então, tudo isso pode ser apenas mais um ato Pós-Moderno da Literatura Free, que nunca existiu e é apenas um boato. Cabe ao leitor decidir. Isso aqui não é um manifesto, nem um estatuto cimentado e estruturado com as bases de concreto e aço mais fortes dos 179.543 cantos do universo. A Literatura Free Now é algo em construção, algo que será construído. Mas, engana-se que tal blog será feito com posts cujo título será “Literatura Free [algum número]”. Também não existe um estilo literário para tal blog, para tal escrita. A Literatura Free Now é dinâmica, quase alienante (em um sentido meio marxista do termo), escrever é simplesmente um ato de Literatura Free Now. Sabe-se que toda escrita está imbuída e recheada de ideologias, violências, máquinas tribais, marxismos, cristianismos, fascismos, reacionarismos, infantilismo, pornografia, etc... A Literatura Free Now não está longe disso. Não é neutra. Não é científica. Ela apenas, ainda, por pouco tempo, não tem definição. Literatura Free não é a definição da Literatura Free Now. Isso é um título provisório, já que não posso simplesmente nomear e conceituar algo com o silêncio. O começo da Literatura Free Now já foi nomeado e conceituado. Cabe agora dinamizá-lo. E isso só mediante experiências. A ideia é levar até as últimas consequências a capacidade de infinitude da Literatura Free. E logo após chegar no seu ponto e transformá-lo em algo finito, procurar sua destruição será o objetivo principal de libertar a Literatura Free.
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