quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre o 29 de fevereiro. Ou, o post mais único em um curto período de tempo, levando em consideração a vida util de um blog, uma pessoa e o universo..

Muitas pessoas escreveriam poesias. Ou contos. Ou alguma mensagem filosófica-pessoal que só o próprio autor entenderia sobre a finitude da vida humana e sobre o caráter único dos dias que vivemos, invocando o famoso "viva cada dia intensamente", já que o dia 29 de fevereiro só existe de 4 em 4 anos, logo, deveríamos então viver todos os dias de nossas vidas como se fosse o 29 de fevereiro.

É claro que essa mensagem também vale para ferrar com o espírito natalino, quando pessoas dizem (corretamente) que deveríamos viver todos os nossos dias como se fosse o 25 de dezembro.

Mas eu prefiro contar uma história verídica.

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Vamos brincar com probabilidade (no senso comum).

Qual a chance de uma pessoa nascer no dia 29 de fevereiro? Soma-se as chances dessa pessoa ter um irmão ou irmã. Além disso, vamos pegar o fato de que o irmão viaje para outro país. Nesse outro país ele encontra uma menina. Ficam amigos. A menina também é de outro país, também tem um irmão. E ambos descobrem que seus respectivos irmãos fazem aniversário no dia 29 de fevereiro.

Mas, isso não é tudo, vamos piorar as probabilidades, usando denominações mais concretas:

Qual a probabilidade de uma pessoa sair do Brasil, ir para Portugal? E qual a probabilidade de uma pessoa sair da França e ir para Portugal? E qual seria a probabilidade deles irem para a mesma cidade? Estudar na mesma faculdade? E, por incrível que pareça, frequentarem a mesma aula em cadeiras uma ao lado da outra? Assim, tudo por completo acidente, visto que ninguém sabia da existência do outro até aquele dia.

Algumas semanas se passam, eles se reúnem com os amigos e vão almoçar juntos. Nesse dia o menino do Brasil fala que tem que ligar para o irmão, que está fazendo aniversário, e solta a brincadeira: "coitado, ele só faz aniversário de 4 em 4 anos...". A menina francesa acha interessante e diz que seu irmão também faz aniversário no dia 29 de fevereiro.

Logo,

Visto que uma pessoa só faça "aniversário" de 4 em 4 anos. Qual a probabilidade do seu irmão viajar para outro país exatamente no ano em que ele realmente faz o aniversário? E qual a probabilidade (juntando com todas as que eu falei acima) desse irmão descobrir NO DIA DO ANIVERSÁRIO que a amiga dele também tem um irmão que faz aniversário NO MESMO DIA?

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Engraçado né?

As chances disso acontecer novamente são ínfimas.

Agora, vamos às duas conclusões da historinha.

a) se você leu tudo isso e riu um bocado, tentando fazer alguns cálculos na cabeça e pensando "1 chance em um zilhão...", você é um ser exato e matematicamente doente.

b) se você leu tudo isso e pensou: "meu Deus, ele passa 3 anos com o irmão, e quando finalmente vai ter um dia 29 de fevereiro, ele viaja, e passará o aniversário longe dele, e quando voltar terá que esperar mais 4 anos para poder comemorar o 29 de fevereiro de novo...". Quem pensou nessa alternativa é uma pessoa especial que se importa com as pessoas.

ou...

c) puta merda, joga na sena, joga na sena, vai que ganha, dá para ganhar, joga na sena.

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Eu não sou bom com desejos de "feliz aniversário". Portanto, admito que essa foi a melhor maneira de me expressar.

[na verdade, eu iria escrever o texto todinho em cima da ideia do "ponto 'b'". Só que me aconteceu esse choque de situações que resultou no que houve comigo hoje. E vamos ser sinceros, a historinha das probabilidades é muito mais interessante!]

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Literatura Free Now - Outro post igual, só daqui a 4 anos. O post mais único em um curto período de tempo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Literatura" Free Now. notas sobre o ser humano "ideal".

Eles não existem. Mas querem fazê-lo existir. E isso está me torrando os nervos.

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Todo seriado tem um grupo de personagens. Sempre há um personagem que a gente se identifica. A maioria são esteriótipos, o que deixa mais fácil a digestão da personalidade dele (é óbvio que para os roteiristas, isso fica ainda super mais fácil). O problema é que existem personagens "irreais". Que sempre existiram, mas eu acho que ultimamente eles estão se proliferando mais, ou então é porque eu estou ficando mais atento à essas séries. Vou enumerar 4 personagens atuais.

1- Sheldon
2 - Dexter
3 - House
4 - Bones

O que todos eles tem em comum (ou "quase em comum", visto que uns são mais excessivos que os outros):

-> ... A maioria sofre de personalidade psicótica intensa, sinceridade aguda e o famoso "fala na cara e não está nem aí"... além de serem extremamente inteligentes, o que faz a arrogância deles terem todo o sentido e vira até charme, para quem está longe do raio de ação.

" O House é arrogante, mas ele é foda, ele sabe tudo, ele é o cara. Ele simplesmente pode!".

Eu usei o House como exemplo porque eu particularmente gosto dele, dos quatro é o que eu mais gosto porque sinceramente é o único cuja "radicalidade sentimental" me faz rir.

* Sheldon é idiota, escroto e irreal. Tudo bem, é um programa de comédia, é para fazer piada nerd. Piada dos nerds. Explorar o lado nerd de cada um. Mas, cá entre nós... o Sheldon é nerd? O Sheldon nunca será nerd. o Koothrappali é nerd, e o Wolowitz é o mais nerd de todos, é só ver o relacionamento dele com a mãe e como ele dá em cima das mulheres e o jeito que se veste e etc... O Sheldon é um produto irreal dos editores, eu aposto que o Sheldon foi o último personagem a ser criado quando a série estava sendo produzida. O Sheldon é "annoying", ninguém aguentaria um Sheldon por perto de você, visto que ele não ajuda em NADA (ao contrário do House, do Dexter e da Bones, que tem utildades práticas). Sério, não deem mais audiência ao Sheldon, nem participem de comunidades, nem facebook, nem twitter, eu sei lá. Sheldon deve ser enterrado nesse exato momento. ELE NÃO É ENGRAÇADO.

* Dexter é um psicopata nato. É MUITO DIFÍCIL falar do Dexter, para mim é impossível. Ele não é um ser "radical". Eu nem sei como enquadrar o Dexter, visto que em todas as temporadas ele tem algo para "quebrar e aprender". E até hoje é algo que estoura miolos de psiquiatras e psicólogos P.hD (e alguns jornalistas idiotas que acham que sabem das coisas. pfff, que comédia): Como funciona a mente de um psicopata. E o pior, um psicopata inteligente e extremamente "controlado", seja pela criação do pai ou pelo próprio fantasma do pai que aparece sempre para dar umas olhadas dele. Dexter é interessante, visto que é algo "sociologicamente" interessante para se discutir, mesmo que chegue um psicólogo ou psiquiatra e diga: "tudo aquilo é besteirol". É impossível não assistir Dexter sem parar para pensar ou discutir com alguém sobre o comportamento dele.

* House. Esse é também complicado. Eu nunca assisti House quando estava no Brasil. Aqui em Portugal tem Tevê a cabo e pega fox. Então, todas as tardes eu assisto House (dois episódios consecutivos). E é bem interessante. Eu assisto para reparar no comportamento do House. Diagnosticar House é interessantíssimo. Os pacientes também são interessantes, visto que todo paciente tem um "Q" sociológico que sempre faz complicar as operações. E sempre um dos médicos da equipe do House se identifica com o paciente e demonstra um pouco de humanidade além da "frieza médica". Mas eu continuo preferindo estudar o House, sua personalidade e sua arrogância que à primeira vista tem 100% de sentido, mas que na verdade não tem tanta lógica assim. E não é apenas a arrogância médica do House, é também sua arrogância social (racional), seu uso da razão é exacerbado, isso deve ser avaliado melhor.

* Bones. Essa agente policial, tanto de campo quanto de laboratório, é uma gênia, ultra motherfucker, mas, ao que parece, totalmente desprovida de sentimentos humanos como: falsidade, "jeitinho", sarcasmo, ironia, etc...". Eu conheço Bones ao mesmo tempo que conheci House (o seriado dela vem logo após). É difícil falar dela também, visto que, desta vez, eu sou mais curioso com os casos que ela e a equipe tem que resolver. A personalidade dela não me agrada, é como um Sheldon. É irreal, vazio. Só que o Sheldon é "annoying", argh!.

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Proliferação de pessoas "fodonas e perfeitas" e frias e desprovidas de sentimentos humanos como "culpa"... "timidez"... "receio de falar as coisas na cara"... "medo"...

Em um mundo capitalista-patriarcalista-marketeiro-hierarquizado-wallstreet-mercadodetrabalho-etc-etc-etc, onde a gente "engole sapo" o dia inteiro, todo dia, e temos que ficar calados, e vemos as pessoas se matarem a todo momento, e serem rebaixadas por quem nem deveria estar ali e etc e etc e etc... esses personagens são como uma fuga, uma válvula de escape, um personagem fictício que nós vemos na tevê e pensamos: "queria ser como a Bones, fazer meu trabalho sem se importar com os idiotas ao meu redor"... ou... "se eu fosse tão fodão quanto o House, mandava aquele outro bolsista tomar no .. e baixar a bola".

e etc... e etc...

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Espero que alguém tenha entendido o real sentido desse post. Que para mim, foi um exercício "Houseano" de analisar algumas pessoas com quem eu converso, esfregando coisas na cara deles por via desse blog. Ou seja, aqui estou eu num exercício tosco de imitar o House, só porque eu tenho um blog e escrevo de um jeito como se eu soubesse das coisas. Tsc tsc, apenas ilusões.

Literatura House-Dexter now. Sem Bones e sem Sheldon.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Literatura Free Now. Exercício de Literatura Free [???]

Eram, ou era, eu não lembro, digo, não do horário, eu não lembro se o certo era "eram" ou "era" mesmo. Enfim, 10 da manhã. Estava fazendo sol, pelo que eu me lembre. Eu acho. Sabendo que tinha que ter me levantado às 8 da manhã. Com aspas. Ou sem aspas. As aspas não mudam o fato de que o horário era 8 da manhã. Ou seria do Amanhã?

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O copo d'água estava seco. Não. O certo é copo com água, que estava seco. Raios! O certo é então que o copo que deveria ter água não tinha nada, logo, estava seco. E o pior, a garganta também, tão seca que não conseguia nem fechar a boca. Estava congelada. E o tempo estava quente.

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Ontem queimei meu dedo com gelo. Tirei a lasanha da embalagem para colocar no forno e acabei demorando tempo demais com a embalagem na mão. E pela primeira vez eu senti o dedo queimar. Não era aquela dor comum do dedo congelando, foi uma dor de queimado mesmo, como se tivesse com o dedo em uma brasa. Foi esquisito.

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Engembrar. Sangue nos olhos. Bala na agulha. Ei, cabinha. Cabra macho!. Pivete. Putaqueopariu. Mermão, véi!. Cacilds. Comoéquié!?. Aham. Tou ligado. Legal. Saquei. Ei, bixo. Vaitearrombar. Limando. Metendo o migué. Caramba. Desenrrolando. Agoniado. Arretado. Supimpa. Maneiro. Irado. Valeu.

Isso tudo não se fala em Portugal, e eu estou fazendo questão de falar tudo isso, mesmo sabendo que as pessoas não entendem porra nenhuma que estou falando. E ainda faço questão de secar o máximo possível o sotaque e deixar bem nordestino cearence-alagoano mesmo. Tiro todos os "x" das palavras como "dois" "bonitinho" "tio", e assim vai... eles tem que saber com quem estão falando.

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Peixe, cenoura, sopa de verduras, pão, gelatina de abacaxi, suco de laranja ultra-doce, tomate, batatas assadas, azeite, prato, garfo, colher e um guardanapo. Às vezes podemos pegar um pratinho com várias rodelinhas cortadas de uma laranja, que é mais saboroso do que a gelatina.

E eu sou uma das poucas pessoas que gosta do suco de laranja daquele refeitório (sério! eu amo aquele suco, e pode pegar dois copos. DOIS. HÁÁÁ). Para saberem o gosto do suco, é só pegar umas 20 balinhas de Vita-C de laranja e colocar num liquidificador com água e fazer um suco. Pronto. É isso mesmo, tem gosto de bala.

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Voltando pra lasanha. Cozinhar em Portugal é HORRÍVEL. Você faz a lasanha no forno. A comida vem fervendo, toda derretida, cheirosa pra caramba. Aí você coloca no prato. Super gelado. E você come com garfos e facas. Super gelados. E assim se vai todo o prazer de se comer uma lasanha quente e saborosa. Visto que depois de 2 minutos ela já está fria. Por causa da porcaria do prato e dos talheres. Já me acostumei.

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Isso não é um diário. Algumas coisas aqui são fictícias, outras são reais. Outras são apenas fruto de imaginações ou exercícios de linguagem.

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Uma dúvida cruel ainda assola os pensamentos sobre Portugal: Como os gatos portugueses miam?

Oh! que dúvida cruel.




Literatura Free Apocalipse Now

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Literatura Free. Pôr do Sol em Lisboa... ou... notas sobre a saudade.


desde que eu viajei eu não fiz ainda nenhum post fofinho, sobre saudade, alegria, amigos e blá blá blá. Acho que as coisas aqui em Lisboa estão tão rápidas e é tanta informação, que eu ainda me sinto na pilha de correr para um lado e para o outro (ainda tenho coisas burocráticas para resolver, e nem visitei a Torre do Tombo ainda).

Mas, pela primeira vez, um post fofinho.

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Na verdade, não era para o dia ser fofinho. Tudo começou porque eu e as meninas tinhamos marcado um almoço lá em Algés, porque lá os restaurantes são mais baratos e mais populares do que aqui na minha área. Além disso, eu queria aproveitar e passar numa lojinha de xing-ling mesmo, para comprar umas paradas de limpeza, que é muito barato lá. Ainda peguei uma camisa pra frio bem baratinho e no meu tamanho (hehehehe).

O dia era basicamente a gente ir lá na residência universitária da Universidade Técnica de Lisboa, na Faculdade de Motricidade Humana, eu sei lá... algo do tipo (fora de Lisboa já, em outra zona da cidade, pense na lonjura). Da residencia a gente iria visitar o "campus desportivo" da faculdade, que é uma área gigante e linda, com muitas árvores, quadras de futebol de grama sintética, lago e rio artificial para remos (com peixes dentro, de vários tipo.. e patos.. e gaivotas..), muito bonito mesmo.

Mas, no caminho, decidimos ir para a praia, ver o pôr-do-sol de Lisboa. Ficar sentados nas pedras e apreciar a calmaria do local. Já que era também o antepenúltimo dia da Lia aqui em Lisboa, tinhamos que ir lá com ela.

O resto é besteira para se dizer, não sou poeta, e sinceramente, prefiro o pôr do sol da Serra, lá do Sítio São Filipe, no interior do Ceará! Não é porque eu estou em lisboa que eu vou ficar falando abobrinha.

Mas vocês se perguntam: "pow, Alex. Se pôr do Sol para você é tudo igual, e ainda prefere o do Ceará, por que raios está fazendo esse post?"

e eu respondo:

"porque esse foi, até agora, o único momento em que eu fiquei quieto, sentado, relaxado, olhando para um local que não tinha poluição visual nenhuma. Ou seja, foi apenas ali em que eu realmente sentei e parei para pensar sobre as pessoas que eu deixei no Brasil (tá, "deixar" é forçoso demais, são apenas 6 meses)."

Prefiro que as fotos exprimam o sentimento da saudade.

Dessa vez eu coloquei as fotos na ordem certa, observem de boa.







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Sessão estraga momento de fofisse:

Vocês viram a foto que eu estou em pé "em cima" da água?

Pois bem. Como vocês todos sabem. Sempre existe em alguma situação o "momento chaves" ("Ai Chaves, o que você tem de burro, você tem de burro!").

Aquela foto, era para parecer que eu estaria levitando sobre a água... porque tinha uma pedrinha (que eu estava em cima), que ficava sempre com a ponta descoberta e seca quando a água passava por ela... e era bem interessante... e eu calculei durante uns 5 min o momento da água chegar, bater na pedrinha, voltar, e o tamanho das ondinhas.. tudo... argh!... Quando eu pulo, vem uma super-ondinha e molha meus pés inteiros e o pior, ainda enchem de terra todo o meu tênis e meia. Hahahaha... Lembrando que já era 18 da noite, num vento congelante numa temperatura de 10ºC.

E lá fui eu colocar o tênis para "secar no sol". Com pode ser visto nas próximas fotos.



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Literatura Da Imagem Free: Pôr do Sol.

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Post dedicado à Anne Karolline.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Essa é Free mesmo.

A frase e a brincadeira não é minha. Vi em um comentário em uma notícia no site da UOL.

"POLITICO". Leia a tradução: Pessoa Orientada e Legalmente Incapaz, Totalmente Inconpetente [sic] para os Cargos que Ocupa.



O "[sic]" é meu.

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Exercício de Literatura Free feito por outra pessoa.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Literatura Free. Notas sobre faculdade, ou, "... estou no Brasil..."

Estou no Brasil.

Estou na UFAL.

A única diferença é que aqui em Lisboa tem um mapa no início do prédio, indicando todas as salas, bonitinho e arrumadinho (apesar de estar acontecendo algumas reformas e áreas congestionadas). Na teoria, aqui é mais organizado, mais perfeito, mais arrumado, mais limpo, mais estudioso, mais acadêmico, mais profissional, mais fodão, mais pesquisador, mais tudo...

Mentira.

É igual no Brasil, só tenho 3 dias de aula e já sei que é igual. Aqui as primeiras salas que são dadas no início do semestre normalmente são mudadas com o tempo, e os professores riem disso quando estão na aula... "... ah, a aula é aqui, mas não sei se iremos mudar..."
Usam datashow, escrevem no quadro, entregam a ementa da matéria no primeiro dia de aula, dizem como são os exames, se vai haver algum trabalho e etc.

E agora... uma situação engraçada:

Ontem estava indo para a minha sala assistir uma aula de História das Ideias na Europa Contemporânea. Cheguei, sentei, fiquei esperando o professor umas meia hora. Acabou que chegou um aluno lá, chamou a amiga dele e falou que o professor não iria dar aula, explicou a situação para ela, e eu logo em seguida foi lá me informar. Eu descobri que:

- A aula era dada por um professor de filosofia, meio-anarquista, que tem fama de faltar muito e ser meio rebelde. O cara falta tanto que o professor foi SUSPENSO de dar aula até o dia 23 de fevereiro. Puta que pariu. E tinha grandes chances dele não dar mais a matéria, que poderia ser cancelada. Enfim, um inferno.

Então, lá vou eu, procurar outra matéria... encontro "Seminário em História Contemporânea"... e pensei: "... uhu... é o jeito, espero que aceitem ela na UFAL quando eu voltar".

Entrei na sala, com 1 hora de atraso, fui abordado pelos dois professores (são dois professores, um passa um módulo até abril, e depois o outro assume, algo bem esquisito). Me perguntaram de onde eu era, de onde tinha saído. E lá fui eu me explicar, dizendo que estava em uma aula, que tinha sido abandonada, que era do Brasil, que procurava uma cadeira de História Contemporânea, e que não tinha feito as matrículas porque eu tenho o prazo até dia 09.

Eles foram super simpáticos (na verdade, foram educados, me aceitaram, me deram boas vindas, me ajudaram, mas sem mostrar um sorriso no rosto, nem um apertozinho de mão). O importante é que eu acabei ficando na aula, que vai ser a mais sofrida, visto que a metodologia é bem diferente. Pelo que eu entendi, cada aluno é responsável por debater um texto, ou livro, ou documento de sua livre escolha (dado o recorte temporal e as temáticas). Um aluno escolhe (são 12 no total), e o restante da turma tem que ter essa cópia para ajudar no debate na sala, e no final do mês de abril eu entrego um relatório de 4 páginas, máximo de 9.000 caracteres. Logo após isso, vem o outro professor lecionar o módulo dele, mas na mesma metodologia, ao que tudo indica. hehehehehe.

Deixe-me ver mais coisas sobre a faculdade.

hummm...

Ahh... lembrei...

Até agora, todos os alunos que entraram na sala, nenhum saiu. Tipo, não é aquele "sai-sai" como na UFAL, que a gente inventa uma chamada de celular ou uma dor de cabeça e vai jogar dominó no corredor. Aqui o pessoal entra e só sai no final da aula. Pelo menos isso até agora, que é começo do semestre.

Também tem outras coisihas...

Alunos perguntam se os professores são chatos, conversam na sala (cochicham, e muitooo)... usam o celular toda hora a todo momento!

E... o mais interessante.

Cada professor recebe nas primeiras aulas uma ficha sua. Nessa ficha você tem que preencher com seus dados, as outras matérias que paga, e ainda coloca uma foto sua. Na parte de trás o professor irá fazer anotações sobre seus exames, suas notas, e observações sobre você. Mó tensoo... eles tem praticamente sua ficha em mãos para anotar como quiser. HAhahahahaha...

*

Os livros aqui são "baratos" porque a gente compra os livros da historia de portugal importados, então, mesmo fazendo a conversão do Euro pra Real usando um valor médio de 1 euro para 2,50 reais, os livros continuam baratos.

A biblioteca da faculdade de letras é irada, e muito grande, e com muitas obras, e silenciosa. Não é uma feira, como na UFAL, onde todo mundo grita e debate e briga por cadeiras individuais e em grupo. Mas a biblioteca ainda pode ter um defeito, eu só preciso descobrir qual é.

Bem, eu acho que é isso. Algumas notas para acrescentar eu posso falar outro dia.

E não tem foto... nem insistam.

Literatura da faculdade now.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Literatura Free Now. - Notas sobre a vantagem de estar na Europa.

Ontem começaram minhas aulas, não tirei foto, e ainda não vou escrever sobre a faculdade. Vim aqui apenas colocar um breve comentário:

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Estou a 1 semana sem ouvir falar de Big Brother Brasil. Uma bênção. Eu só lembrei disso agora porque eu estava aqui vendo meu e-mail e quando eu sai para o site de notícias do MSN apareceu a manchete:

"Quem vai ser eliminado no Big Brother?"

e eu pensei:

"poxa, ta aí uma vantagem em estar na Europa, ninguém me fala de Big Brother".

Mas logo em seguida eu pensei:

"... mas eu tenho saudade do Raoni e do Alex (vizinho) conversando besteira sobre o bigbrother..."

Com isso, cheguei na seguinte conclusão:

"... big brother faz bem... eu acho..."

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Pequeno exercício tosco de Literatura Free Pós-Moderna Alienada do Big Brother e das Conversas Inúteis no Brasil.

Porque, às vezes, o importante não é a conversa e seu conteúdo, mas sim as pessoas que estão com você desfrutando daquele momento, por mais ridículo que seja.

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Literatura Lisbon-Maceió Now!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Literatura Free Now. Notas sobre arqueologia e religião.








Literatura Free Now. Um pouco mais de turismo antes das aulas.

Hoje andei de autocarro e passeei sozinho por ruas vazias num domingo ensolarado, ventando pra caramba e num frio da poxa! Fui até outro sítio (algo como bairro), encontrar com as meninas e visitar os pontos turísticos (em dia de domingo, até 14 horas, tudo é pago torna-se de graça, então, nós, estudantes, aproveitamos o máximo possível a situação, hahahaha).

Fomos no Mosteiro dos Jerônimos... enormeeeeeeeeee... entramos na parte da Igreja, onde estava tendo uma missa, tiramos fotos, inclusive umas dos túmulos de Cabral e Camões. Mó irado. Dentro do Mosteiro tambem funciona o Museu nacional de Arqueologia. Não tinha muitas coisas, era um espaço pequeno. Eu entendi no começo que nao podia tirar foto com flash no museu, e lá fui eu tirando um monte de foto das pedras e pedras (para João e Luany). Só depois eu me liguei que nao podia tirar foto nenhuma, nem filmar, e nem nada, hahahahaha... ai eu parei de tirar foto, entramos na parte de arqueologia de tesouros (só algumas peças de ouro, nada ultra-trabalhado), e na parte egípcia (eu vi uma múmia... mó legal).

Depois entramos no terraço do mosteiro. Frio. Frio. Frio... mas não era pouco frio não, era MUITO FRIO MESMO. Porque era aquele vento cortante na sua cara, nas suas pernas. E eu congelando nos 10-8º. (congelado apenas numa expressão exagerada, por favor, principalmente minha mãe, não pense que eu estou passando mal ou sofrendo). O resto do passeio foi tranquilo, encontramos o resto do pessoal da UFAL que está aqui em Lisboa (Jefferson, Victor e Nayara), mas nos separamos logo, visto que cada grupinho estava com suas programações já feitas, outro dia marcaremos algo juntos.

Depois de sair do Mosteiro dos Jerônimos, passeamos pela "orla", pegamos muito frio gelado, visitamos a praça e o monumento dos descobrimentos (coff... coff...) (gigante, e muito massa). Depois caminhamos mais, entramos na Torre de Belém, entramos nas prisões, engarrafamento de escadas, mais vento, mais torre, mais frio, mais tudo. Voltamos no final, pegamos autocarro, comemos num restaurante bem tranquilo e aconchegante, depois cada qual foi para seu caminho e eu voltei para minha residencia sozinho, usando elétrico e autocarro. E cá estou eu, escrevendo, após ter postado as fotos, espero que aproveitem.

Como sempre, eu sempre percebo só na metade do caminho que as fotos ficam de baixo para cima. Então, de novo, começem a olhar da ultima e vão até a primeira.

Um abração a todos!

Literatura Free Now.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Literatura Free Now. Notas sobre Arquitetura Free.

Cá estou eu aqui novamente de novo.

Hoje tive um dia comum... acordar com o sol no quarto esquentando tudo. Nunca pensei que ia ser tão bom ter um quarto que recebe sol o dia inteiro. Depois fui fazer meu café da manhã e fiquei assistindo uma série portuguesa na televisão (aqui passa série de tevê às 10 da manhã nos sábados, hahaha). Depois de terminar o café eu fiquei deitado no sofá todo esparramado só tomando banho de sol.

Ainda tinha que ir fazer a feira da semana.

As meninas chegaram, fizemos nosso almoço, macarrão estudantil brasileiro, depois fomos passear.

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Olha, sinceramente, eu nao tou afim de ficar escrevendo mil abobrinhas sobre o Castelo de São Jorge. Só irei colocar os pontos mais interessantes da viagem:

Ao chegar numa praça, de onde saimos o metro, encontramos o início de uma manifestação sindical. Continuamos caminhando até achar onde ficaria o Castelo de São Jorge, no começo do caminho encontramos um casal (uma Russa e um Polonês) que também estavam procurando o castelo, acabamos indo todos juntos a procura dele. Engraçado foi quando vimos uma pichação e a menina leu "alegria" como sendo "alergia", que é a mesma coisa em Russo, pelo que eu entendi, mas aí tive que explicar que alegria era felicidade, e ela achou interessante e ficou rindo. Além do casal de fora de Portugal, também tivemos que subir uma escadeira da boba da peste, e ainda andamos por ruas extremamente estreitas e ladeiras mega íngrimes... arghh!! povo pra gostar de escada.

Dentro do castelo não havia nada de interessante meeeeeesssssmmmmoooo... no sentido de curioso. A única coisa engraçada era uma fila de criancinhas, os menininhos fantasiados de cavaleiros e as menininhas de damas, alguma coisa, nao eram trajes super bemfeitos, entao nao sei dizer se eram princesinhas, mas eram todas fofas.

Saindo do Castelo de São Jorge... puta que pariu... fomos apanhados pela situação de que não havia autocarros circulando por ali por causa da manifestação que estava acontecendo na Praça do Comércio. E lá fomos nós, andar tudo de novo, caminhando pra cacete, fomos na manifestação (hehehehe), tiramos algumas fotos. Nada de mais e intrigante, foi uma passeio normal.

Volto para casa e cá estou eu postando as fotos para vocês. Hoje foi um dia turisticamente normal.


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Como vocês já devem saber... a ordem certa das fotografias é de baixo para cima. Postei na pressa, quero ir tomar banho e jantar.



Até o próximo post.

Amo vocês.

Literatura Lisbon Now

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Literatura Free. Notas para os amigos


Na verdade, eu, desde Maceió, estava querendo fazer um post chamado "Literatura Free. Diálogos com Deus". Mas ainda não poderei escrever porque imagino que todo mundo esteja preocupado comigo querendo saber se estou bem (a maioria está apenas curioso para ver fotos de Lisboa).

Logo, antes de postar as fotos, vamos ao "diário de bordo". Esse vai ser grandinho porque estou com um tempinho para escrever (por isso nao escrevi ontem, dia 08/02)

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Sai do avião, o céu estava azul azul azul, sem nenhuma nuvem no céu, um solzão queimando a pista e eu pensei:

- Caramba, é o Brejo!

Mentira, eu desci do avião e peguei o onibus interno para ir para o terminal. NUM VENTO CONGELANTEEEEEEEE... temperatura de 10º, mas com sensação térmica de 6º. Pularei a parte do aeroporto porque nao ocorreu nada de interessante, so uma coisa: conhecemos uma garota (nao vou chamar a menina de rapariga, coisa que todo mundo de Maceió está esperando eu fazer para poderem se acabar de rir)... Enfim, conhecemos uma garota chamada Marta, que fez intercâmbio do mestrado dela em Maceió, no ano de 2010. Ela nos deu informações e salvou minha vida e a de Ingrid (que está em Lisboa também), nos ensinando sobre o onibus (autocarro), metrô (métro), e trem (comboio). E tal, e ainda emprestou um celular para a Ingrid, para podermos marcar um encontro no mesmo dia para ela nos ensinar algumas coisas sobre Lisboa.

Entao, logo em seguida fomos comprar um cartaozinho para metro e autocarro (esse de horas, ainda nao é o de estudante). Ao terminar, fomos para os táxis, para irmos para nossas residencias. Ao contrario do terror que fizeram comigo no Brasil, o taxista de lisboa foi muito agradavel e nao fez jornada maluca, fez o caminho certo e custou pouco a viagem. Ai é que começa meu dia interessante.

Cheguei no 3º andar do predio (onde fica a residencia, que tambem está no 4º) e apertei a campainha, e bati na porta, e apertei a campainha, e nada, nada... [segunda nota de esclarecimento: minhas malas estavam no hall do predio, junto com a Ingrid, junto com as malas dela]. desci na recepção, toquei, falei com a senhora que fica na sala (recepção é no 1º andar), ela nao sabia onde estava a dona do estabelecimento. [terceira nota de esclarecimento, eu tinha marcado com a dona 12:00, sendo que ainda era 11:30]. Por questão de segurança, eu peguei todas as malas com a Ingrid e levei para o terceiro andar. [outra nota de esclarecimento: a mala de Ingrid estavam em torno de 28kg e a minha com 23kg.. e la fui eu na incrivel estupidez de carregar uma por uma nas costas subindo escadas até o 3º andar de um predio]. Sabendo que a residencia fica no 4º, fui lá pedir informaçoes, tocar a campainha e bater na porta.

E ALGUEM ABRE... perguntei se ali era home2students...

e sabe o que ele me diz?

opção 1 - No portuguese, speak english?
opção 2 - Qué que tu quer, malandro? sou do Brasil, passa a carteira e o celular.
opção 3 - Voce bateu na porta errada.

tempo para pensar.


pensem..

escolham uma das opções...



...



pronto, venceram aqueles que escolheram a opção 1.

E lá vai eu, em ingles, assim, na lata, sem preparação psicologica, explicar que estava procurando a dona do estabelecimento, que tinha chegado do Brasil, que estava esperando ela no 3º andar, e blá blá blá...

Sorte que ele compreendeu. e me disse que nao poderia ajudar, e que eu tinha que esperar, porque as unicas portuguesas que estavam no 4 andar, estavam dormindo. e la vai eu para o 3 andar esperar.

cheguei no 3º andar 11:40, ingrid tinha que resolver coisas na reitoria da faculdade dela, nao poderia sair com as malas, por isso eu acabei ficando com as malas no 3º andar, esperando a dona do estabelecimento. que chegou no horario... me instalei, descobri como era a situação e tudo certo. fui almoçar numa confeitaria, voltei, ingrid chegou. esperamos Marta, ela chegou de carro, fomos deixar Ingrid e as malas dela na residencia dela (mas antes paramos para comer um pastel de belem, hahaha). fiz umas compras pequenas para jantar e tomar café da manhã. voltei, tomei um banho gelado numa cidade onde a tempertura tava 8 graus. usei a net, falei com meu irmao e mae, comi e fui dormir, com 2 camisas, 1 casaco, uma bermuda, uma calça por cima, duas meias no pé, e um gorro na cabeça. =D

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Meu dia de h0je.

nada de extraordinario, acordei, tomei café, frio do caramba, fui com Marta na minha faculdade, formalizei minha matricula, ganhei kit de estudante, 2 chips de celular, mapas. [nota: ainda nao visitei a Torre do tombo, e etc. nao me encham]. Ingrid chegou com outra estudante brasileira, perdida no mundo de lisboa (essa era de sao paulo). Almoçamos, fui requerer meu cartao de metro/autocarro de estudante. deixamos a Vivian em um ponto para ela ir para a residencia. Depois a gente foi de carro (antes de pegar o carro, a gente so tinha andado de metro) para um shopping ja fora de lisboa, e la entramos na loja mais barata de lisboa (de acordo com Marta), e pronto, fizemos mais compras. depois eu comprei um celular daqui, por fim voltamos, me deixaram em casa e cá estou eu escrevendo para voces aqui (depois de ter tomado banho, jantado e tudo).

Para todo mundo, algumas fotos de hoje



tou com preguiça de colocar as fotos na ordem, é de baixo para cima.

amo todos vocês.

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Literatura Lisbon Now.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Literatura Free. Diálogos do cotidiano.

Certas frases, expressões, ditados, essas coisas, precisam ser ditas com um maior cuidado. Hoje pensei em algo do tipo enquanto conversava com algumas pessoas. Uma se virou para mim e disse:

- É verdade, é verdade, eu boto minha mão no fogo!
- Rapaz, se eu fumasse, eu tiraria agora um isqueiro daqui.
- Oxe, pode mandar brasa.
- Sorte sua que hoje não é dia de churrasco.
- Ia ser um pega-pra-capá.
- Só se for o seu, o facão tá ali na cozinha...

Ou seja, se fosse num domingo de churrasco, com carvão, carne, fogo e um facão, esse meu amigo estaria em uma situação um tanto quanto desconfortável. Cuidado com os diálogos do cotidiano. Eles podem ser perigosos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Literatura Free. Diálogos fictícios a²+b= c - 1x

Esse post é apenas pra cumprir tabela. Sinto que devo escrever algo sobre despedida. Além disso, é um pretexto para eu escutar alguma musica no meu computador, estou escutando o Afrociberdelia, já que a MTV me lembrou que estamos a 15 anos sem Chico Science. = Não sou um conhecedor de Nação Zumbi, mas também não sou aquele cara que só escuta MangueTown, Da Lama ao Caos e sabe cantar 3 frases de Maracatu Atômico.

Por incrível que pareça, minha música preferida é O Encontro de Isaac Asimov e Santos Dumont no Céu. Ela é esquisita e consegue "quebrar" o clima do album depois do clássico Maracatu Atômico.

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- Onde eu estou?
- Você acabou de morrer, bem vindo ao céu, o lugar mais chato do mundo.
- Porra. E como eu cheguei aqui?
- No mínimo com um de meus aviões, visto que eu fiz o homem voar.
- É claro que não, ele veio aqui por meio de algum tipo de teleporte, uma máquina robótica que é ativada quando você dá o comando, que é atendido em prontidão.
- Óbvio que não, você está errado. Desde quando máquina de teleporte é robô? Máquina de teleporte é um instrumento tecnológico feito por seres humanos, o que raio um robô vai estar fazendo ali?
- O robô estará trabalhando na máquina, operando-a. Ele recebe as ordens e as executa sem se rebelar com o ser humano que estará dizendo o que ele deve fazer. Sem esse robô, a máquina não funciona.
- E desde quando um robô tem ideia da concepção do céu? Está louco? O cara chega lá e fala: "ei, eu quero ir para o céu... me leva ali... é onde Deus fica, procura aí no seu banco de dados. Deus cristão, e não Alá, Lúcifer, Maomé, Yaveth, Baal, Belzebu, Buda, Tupã, eu sei lá quais outros deuses você tem aí no seu arquivo mecânico-cerebral".
- Mas aí é a graça, meu amigo, você acha mesmo que uma ferramenta tão poderosa como uma máquina de teleporte seria operada por um ser humano? Você acha mesmo que um ser humano deixaria outro ir para o céu? Haveria discordâncias, e o pior, más intenções, dúvidas, um caos.
- Hum... da Lama ao Caos, isso é o céu? Sair da terra e vir pro céu. Sair da Lama da vida física e chegar ao Caos da vida que não se conhece.
- Psiuu.. voce acabou de morrer, fica quieto aí, que a conversa aqui é mais interessante...
- Ei, trate bem o meu passageiro.
- Seu passageiro uma ova!
- Ei, vocês dois, calem a boca, se eu estou morto, eu não posso dar ordens de teleporte, ou muito menos pagar uma passagem de avião. Ou vocês acham que Deus terceiriza serviço de pós-morte? Assim como terceiriza as cegonhas para entregar os bebês.
- É, voce tem razão.
- Tenho minhas dúvidas.

Nessa hora aparece Jesus, cantando uma música:

Nada como o firmamento
Para trazer ao pensamento
A certeza de que estou sólido
Em toda a área que ocupo
E a imensidão aérea
É ter um espaço do firmamento no pensamento
E acreditar em voar algum dia...

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Literatura Science Free;